O governo dos Estados Unidos declarou que a Europa se tornou simultaneamente alvo e “incubadora” de ameaças terroristas em razão da imigração em massa, da fragilidade das fronteiras e da redução de verbas para o combate ao extremismo. A avaliação está na nova Estratégia de Contraterrorismo da Casa Branca, assinada pelo presidente Donald Trump e divulgada na quarta-feira, 6 de maio de 2026.
Segundo o documento, esses fatores criaram um ambiente propício à atuação de jihadistas, cartéis de drogas, grupos extremistas e governos hostis. “O mundo é mais seguro quando a Europa é forte, mas o continente está gravemente ameaçado”, afirma o texto, que descreve a região como “tanto alvo terrorista quanto incubadora de ameaças”.
Imigração e fronteiras no centro das críticas
A Casa Branca sustenta que a imigração “sem restrições” funcionou como via de acesso para terroristas. De acordo com a estratégia, organizações exploram fronteiras abertas e “ideais globalistas” para ampliar operações financeiras, logísticas e de recrutamento em solo europeu. “Quanto mais essas culturas estrangeiras crescem, e quanto mais as atuais políticas persistem, mais o terrorismo estará garantido”, diz o documento.
Cobrança por maior esforço dos aliados
O plano americano exige que os países europeus aumentem imediatamente recursos de contraterrorismo, compartilhem inteligência de forma mais ativa e assumam parte maior das missões de segurança, inclusive no continente africano. A posição reforça o atrito entre Washington e seus tradicionais parceiros sobre a divisão de responsabilidades na área de defesa.
Três eixos de ameaça aos EUA
A estratégia classifica as atuais ameaças terroristas aos Estados Unidos em três grupos: narcoterroristas e organizações criminosas transnacionais; terroristas islâmicos tradicionais, como Al-Qaeda e Estado Islâmico; e extremistas violentos de esquerda, incluindo anarquistas e membros do movimento antifa.
O texto também destaca cartéis de drogas das Américas, rotulados por Trump como “organizações terroristas estrangeiras” no primeiro dia de seu novo mandato, e autoriza ações militares contra embarcações ligadas ao tráfico. No Oriente Médio, o Irã é apontado como “a maior ameaça regional” devido às capacidades nucleares, de mísseis e ao apoio ao Hezbollah.
No prefácio, Trump afirma que a política representa um “retorno ao bom senso” e à “paz pela força”, prometendo que cartéis, jihadistas ou governos que os apoiem não agirão contra cidadãos americanos “com impunidade”.
Com informações de Gazeta do Povo