Londres – A embaixadora de Cuba no Reino Unido, Ismara Mercedes Vargas Walter, declarou ao jornal britânico The Telegraph que a ilha está disposta a lutar “até reduzir a população cubana a zero” caso sofra uma ofensiva militar dos Estados Unidos.
Em entrevista publicada nesta segunda-feira (8.jun.2026), a diplomata afirmou que Havana “pode até ser destruída”, mas que “o povo a defenderá custe o que custar”. Segundo ela, o país se prepara “neste exato momento”, diante do que classificou como “ameaças diárias” provenientes de Washington.
Cresce o tom após alerta de Díaz-Canel
As declarações de Vargas Walter seguem a linha adotada recentemente pelo presidente Miguel Díaz-Canel. Dias antes, o líder cubano advertiu que qualquer ação militar norte-americana resultaria em um “banho de sangue”, prometendo resistência maior do que a demonstrada pela Venezuela durante a tentativa de captura de Nicolás Maduro.
Escalada de tensões
O clima entre Habana e Washington se deteriorou após:
- a imposição de novas sanções dos Estados Unidos a altos funcionários cubanos;
- a acusação formal contra o ex-mandatário Raúl Castro pelo abatimento de duas aeronaves da organização Irmãos ao Resgate, em 1996, episódio que deixou quatro mortos.
Enquanto o governo cubano endurece o discurso, setores em Washington, incluindo o ex-presidente Donald Trump, discutem a possibilidade de um acordo diplomático para conter o impasse, segundo fontes ligadas ao Partido Republicano.
Até o momento, não há sinal de recuo por parte de Havana. “Nenhuma potência estrangeira atacará nosso território sem pagar um preço extremo”, concluiu a embaixadora.
Com informações de Gazeta do Povo