Bispos católicos e lideranças religiosas nos Estados Unidos criticaram duramente o ex-presidente Donald Trump após publicações feitas em 12 de abril de 2026. Em mensagens nas redes sociais, Trump chamou o papa Leão XIV de “fraco no combate ao crime” e “terrível para a política externa”, além de divulgar uma imagem criada por inteligência artificial que o retratava como Jesus Cristo curando enfermos.
A repercussão foi imediata. O bispo Robert Barron classificou os comentários como “desrespeitosos” e cobrou um pedido formal de desculpas. A Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB) e diversas dioceses também se manifestaram, lembrando que é responsabilidade do pontífice expor a doutrina moral da Igreja, independentemente de pressões políticas.
A imagem em que Trump se compara a Jesus levou teólogos e apresentadores católicos a acusá-lo de blasfêmia, apontando orgulho excessivo e desrespeito ao sagrado. Segundo eles, a montagem constitui ofensa direta à fé cristã.
Conflito com o Vaticano
A tensão entre Washington e o Vaticano cresceu nos últimos meses por causa da guerra no Irã. O papa Leão XIV tem defendido publicamente a paz e condenado a retórica bélica do governo norte-americano. Mesmo assim, críticos observam que o pontífice mantém posições mais conservadoras que o próprio Trump em temas como aborto e valores familiares, contradizendo a afirmação do ex-presidente de que o líder católico seria “liberal”.
No campo político, poucos republicanos saíram em defesa de Trump. Democratas e antigos aliados, como a ex-deputada Marjorie Taylor Greene, condenaram as postagens, destacando que o respeito ao “Vigário de Cristo” sempre foi observado por ocupantes anteriores da Casa Branca.
Trump regressou à Casa Branca em 10 de abril, depois de viagem à Virgínia, mas as críticas continuaram a aumentar após suas declarações de 12 de abril. Até o fechamento desta edição, não havia sinal de retratação pública por parte do ex-presidente.
Com informações de Gazeta do Povo