O bispo Mark Brennan, administrador apostólico da Diocese de Wheeling-Charleston, na Virgínia Ocidental, publicou em 17 de junho de 2026 uma carta pastoral na qual afirma que os Estados Unidos enfrentam um “colapso moral” e precisam recuperar a “cultura da vida”. O documento foi divulgado durante as celebrações pelos 250 anos da Independência norte-americana.
Chamado à ação política e social
Brennan convoca os cerca de 73 milhões de católicos do país a participarem ativamente da vida pública. Segundo ele, a restauração de valores éticos depende do engajamento dos fiéis em iniciativas políticas, sociais e de caridade que promovam a dignidade humana “da concepção à morte natural”.
Ameaças apontadas
Na avaliação do bispo, três correntes minam os fundamentos morais da nação:
- Secularismo – esforço para retirar a religião do debate público;
- Relativismo – negação de verdades objetivas sobre o bem e o mal;
- Individualismo excessivo – priorização da autonomia pessoal em detrimento do bem comum.
Avanços e falhas históricas
A carta reconhece progressos, como a abolição da escravidão e o fim da segregação racial, mas ressalta problemas persistentes, entre eles violência doméstica, tráfico de pessoas, aborto e hostilidade contra imigrantes. O texto também lembra que a presença católica subiu de 1% da população em 1776 para cerca de 20% hoje, impulsionada pela imigração.
O que é “cultura da vida”
O conceito, explica Brennan, inclui oposição a aborto, suicídio assistido e pena de morte, além de apoio concreto a grupos vulneráveis. O bispo cita ações como cozinhas comunitárias, bancos de alimentos e programas habitacionais para mães em situação de risco como exemplos práticos desse compromisso.
Religião no espaço público
Inspirado nos papas João Paulo II e Bento XVI, Brennan afirma que a fé oferece a “bússola moral” necessária para a justiça social. Ignorar princípios éticos, diz ele, sujeita as nações ao “julgamento divino”. Para o prelado, ser católico significa também “ser patriota zeloso”, disposto a trabalhar pelo bem comum e pela “alma do país”.
Com informações de Gazeta do Povo