O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi confirmado como candidato à Presidência da República na manhã deste sábado, 25 de julho de 2026, durante convenção do Partido Liberal no estádio do Pacaembu, em São Paulo.
Presença internacional
O evento contou com a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, recebido com um tapete azul – cor associada à direita conservadora. Diante de correligionários do PL, Milei declarou que pretende colaborar com a campanha de Flávio para “interromper a sujeira socialista” no Brasil e afirmou que a “onda azul” que elegeu governos de direita em outros países da região pode se repetir em outubro.
Segundo Milei, a Argentina viveu “um futuro distópico” causado por gestões socialistas, que teriam deixado “economias destruídas” e “moedas fracas” em diversos países sul-americanos. O presidente argentino atacou ainda o Foro de São Paulo, fundado, lembrou ele, pelo ex-presidente Lula (PT) e por Fidel Castro.
Familiares em sintonia
Vídeos exibidos nos telões reforçaram a união do clã Bolsonaro em torno da candidatura. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desejou “sabedoria, coragem e força” ao enteado e justificou a ausência por estar cuidando do marido, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
De Washington, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro comparou Flávio a Milei e afirmou que o irmão “coloca uma mira na cabeça” para enfrentar o Foro de São Paulo. Já Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, declarou que “o Brasil não aguenta mais quatro anos de PT” e classificou a disputa de 2026 como “última chance” de derrotar a esquerda.
Centrão ausente
A convenção escancarou o afastamento do PL em relação a legendas do Centrão. Não compareceram o presidente do PP, Ciro Nogueira; o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda; nem o líder do Republicanos, Marcos Pereira. Apesar disso, a economista Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa, segue cotada para vice na chapa.
Com os caciques distantes, dirigentes e militantes do PL comemoraram o fortalecimento do núcleo mais ideológico do partido, que pretende investir na mobilização de eleitores conservadores sem depender do arranjo tradicional do Centrão.
Com informações de Gazeta do Povo