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Flávio Bolsonaro acusa governo Lula de estimular facções e promete lei mais dura

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Brasília, 30 de julho de 2026 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou em vídeo publicado nesta quinta-feira (30) que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “encoraja” a ação de criminosos e sinaliza apoio às facções.

No material divulgado nas redes sociais, o parlamentar disse que “bandidos soltam fogos e andam em paz pelas ruas, enquanto o cidadão honesto tem medo”, atribuindo o cenário à política de segurança pública do Planalto. “Os marginais estão aí encorajados, já que o governo federal sinaliza a todo momento para bandido, para vagabundo”, declarou.

Propostas para segurança pública

Flávio Bolsonaro prometeu, caso eleito, aumentar o tempo de prisão para condenados considerados perigosos e restabelecer a autonomia da Polícia Federal. “Vagabundo perigoso vai ficar muito mais tempo preso. Nossos policiais federais vão voltar a ser honrados, a correr atrás de bandido e não de adversário do atual governo”, afirmou.

Facções como terrorismo

Na legenda da publicação, o senador anunciou que, em eventual governo, classificará facções criminosas como organizações terroristas. “Traficante não vai mais ser protegido por lei branda. E ladrão de celular vai parar de rir da cara do trabalhador. O Brasil cansou de ter medo”, escreveu.

Contexto internacional e repercussão

A proposta segue movimento adotado pelos Estados Unidos em 5 de junho, quando o governo Donald Trump incluiu 96 grupos, entre eles o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), na lista de organizações terroristas. No Brasil, Palácio do Planalto e integrantes do Judiciário manifestaram reservas, alegando risco de precedentes para interferência externa e questionamentos sobre soberania.

Até a publicação desta reportagem, a assessoria do governo Lula não havia se pronunciado sobre as acusações de Flávio Bolsonaro.

Com informações de Gazeta do Povo