Membros do Congresso dos Estados Unidos manifestaram preocupação e solicitaram a proteção de Neha Faqir, uma jovem cristã de 18 anos que foi sequestrada e convertida à força ao Islã no Paquistão. O incidente ocorreu em 24 de março, quando Neha desapareceu em Kot Radha Kishan, Punjab, ao sair de casa para um curso de costura.
A família de Neha registrou um boletim de ocorrência após seu desaparecimento, citando suspeitas contra os diretores do centro de costura, incluindo o líder islâmico Muhammad Sajid e suas esposas. Apesar das denúncias, a família relatou ter enfrentado intimidações para retirar a queixa e a polícia não agiu com a urgência necessária.
A organização Christian Solidarity International (CSI) interveniu, apoiando os pais legalmente. Um advogado da CSI descobriu que Neha estava em um seminário islâmico em Lahore, onde teria se convertido ao islamismo poucos dias após o desaparecimento. A família contestou essa conversão, afirmando que Neha nunca manifestou interesse em mudar de religião.
No tribunal, a família teve a oportunidade de ver Neha pela primeira vez, mas não conseguiu se comunicar com ela. A jovem estava vestida com uma burca e acompanhada por representantes islâmicos. O pedido da família para levar Neha de volta para casa foi negado pelos juízes.
Em 20 de agosto, 11 membros do Congresso dos EUA enviaram uma carta ao ministro da Justiça do Paquistão, Azam Nazeer Tarar, expressando sua preocupação com a situação de Neha. Eles ressaltaram que as circunstâncias do caso levantam sérias questões sobre o seu desaparecimento e a falta de comunicação entre Neha e sua família.
Os parlamentares solicitaram que o ministro tome medidas para garantir a segurança da jovem, incluindo o acesso a um advogado independente e a possibilidade de se comunicar em particular com seus familiares, sem pressões externas.
Neha é a terceira de quatro filhos de um casal cristão que trabalha em um forno de tijolos. Seus pais a matricularam em um centro de costura com a esperança de que ela adquirisse habilidades para garantir sua independência financeira. O caso dela é um dos muitos registrados no Paquistão, onde jovens cristãs frequentemente são sequestradas, forçadas a converter-se ao Islã e a casar com muçulmanos.
Um relatório da “Jubilee Campaign” no Parlamento Europeu revelou 210 casos de sequestro, conversão forçada, casamento infantil e violência sexual contra meninas de minorias religiosas entre 2019 e 2025. O Paquistão ocupa o 8º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.
Fonte: Guiame.