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EUA enviarão demandas comerciais ao Brasil, afirma ministro de Lula

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O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, se comprometeu a enviar ao Brasil, nas próximas semanas, uma lista com as demandas dos EUA para negociações sobre tarifas e outras barreiras comerciais. O anúncio foi feito durante uma reunião em Milwaukee, nos EUA, no dia 30 de setembro, entre Greer e os ministros brasileiros Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e Mauro Vieira, das Relações Exteriores.

Em entrevista ao portal UOL, Márcio Elias Rosa afirmou que o documento deve detalhar as intenções do governo do ex-presidente Donald Trump em diversos setores e servir como base para futuras conversas. Segundo o ministro, Greer classificou a elaboração do texto como um “dever de casa”. Embora não tenha definido uma data exata para a entrega, Elias Rosa acredita que a lista será apresentada em três a quatro semanas, o que colocaria o prazo para o início de novembro.

A confirmação da elaboração do documento foi feita oficialmente pelo governo Lula, que, em nota, declarou que os EUA devem encaminhar uma proposta para estruturar as negociações, abrangendo tanto questões tarifárias quanto não tarifárias. Além disso, os dois países decidiram estabelecer um grupo de trabalho para discutir um possível acordo comercial.

Desde julho, Brasil e Estados Unidos estão em conversações sobre seis temas principais, incluindo comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. Essas negociações ganharam novo impulso após uma conversa entre Lula e Trump em 21 de agosto, que resultou em um contato de Greer com o governo brasileiro para retomar os diálogos.

O encontro ocorrido em Milwaukee foi o primeiro presencial entre Greer, Elias Rosa e Vieira desde a reabertura das negociações. O ministro Elias Rosa considerou a reunião como a mais produtiva até o momento. Vale lembrar que, em julho, os EUA impuseram uma tarifa de 25% sobre parte das exportações brasileiras, resultado de uma investigação amparada na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

Além dessa tarifa, uma taxa adicional de 12,5% foi aplicada a determinados produtos, elevando a carga total a 37,5% em alguns casos. Contudo, produtos como café, carnes, aeronaves, suco de laranja e a maior parte da celulose não foram afetados pelas novas tarifas.

Fonte: Gazeta Do Povo.

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