Washington, 31 jul. 2026 – A Casa Branca responsabilizou nesta quinta-feira (30) as “políticas globalistas de extrema esquerda” do governo espanhol pelo ingresso irregular de aproximadamente 49 mil migrantes no enclave de Ceuta, no norte da África, em apenas um dia.
A vice-porta-voz norte-americana, Ana Kelly, declarou à agência EFE que o presidente Donald Trump “alerta a Europa há algum tempo” sobre as consequências de medidas que, segundo ela, facilitam a migração em massa. “Espanha e outros países que adotam essa filosofia destrutiva devem rever suas ações imediatamente ou arriscar seu próprio desaparecimento”, afirmou.
Pressão interna na Europa
Imagens de milhares de pessoas ultrapassando as barreiras fronteiriças vindas do Marrocos circularam pela mídia internacional e provocaram reações em diversos países europeus. O governo da Itália e o líder do Partido para a Liberdade (PVV) da Holanda, Geert Wilders, sugeriram que a Espanha seja suspensa do Espaço Schengen, área que garante livre circulação a 29 nações do continente.
Refreforço das barreiras
De acordo com a agência Reuters, Madri e Rabat reforçaram a cerca que separa o enclave espanhol do território marroquino. A situação apresentou sinais de estabilização nesta sexta-feira (31), após o registro de pelo menos 19 corpos no mar.
Ceuta, junto com Melilla, compõe os dois únicos territórios da União Europeia no continente africano e costuma ser ponto de entrada para quem tenta alcançar a Europa.
Com informações de Gazeta do Povo