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Estatais federais acumulam déficit de R$ 5,9 bilhões até maio e registram pior resultado histórico

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Brasília – As empresas estatais federais somaram déficit de R$ 5,9 bilhões entre janeiro e maio de 2026, segundo dados do Banco Central. Trata-se do pior desempenho desde o início da série histórica do órgão.

O rombo se aprofunda no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Economistas atribuem o resultado à flexibilização da Lei das Estatais, que abriu espaço para indicações políticas nos comandos das companhias após decisões judiciais de 2023. A mudança reduziu a exigência de critérios técnicos para diretores e conselheiros, elevando custos e comprometendo a gestão.

Cultura do “não lucro” agrava contas públicas

Especialistas apontam que o governo adota uma filosofia do não lucro, segundo a qual empresas públicas podem priorizar funções sociais sem foco em retorno financeiro. Para analistas, essa visão estimula projetos sem viabilidade, convertendo investimentos em prejuízos cobertos pelo Tesouro.

Correios lideram perdas

Entre os casos mais críticos estão os Correios, que encerraram 2025 com perda de R$ 8,5 bilhões. A estatal enfrenta forte concorrência no setor de logística privado e recorreu a empréstimos bilionários com garantia da União para manter liquidez. O Tribunal de Contas da União classifica a situação da companhia como de alto risco fiscal e ameaça de insolvência.

Metodologias diferentes explicam divergência de números

O governo federal costuma divulgar o lucro consolidado das estatais incluindo Petrobras e Banco do Brasil, sociedades de economia mista com participação privada e resultados robustos. Já o Banco Central considera apenas as empresas que dependem do Tesouro ou recorrem a financiamento público, o que evidencia os déficits de dezenas de estatais de menor porte.

Com a diferença de critérios, o superávit das gigantes de capital aberto mascara as perdas das demais companhias controladas pela União, apontam analistas.

Segundo especialistas, sem revisão das regras de governança e retorno aos critérios técnicos na escolha de gestores, a tendência é de continuidade dos prejuízos, pressionando as contas públicas.

Fim.

Com informações de Gazeta do Povo