A Embraer assinou na terça-feira (21) um novo acordo com a fabricante sueca Saab para a possível produção de 20 unidades adicionais do caça supersônico Gripen. As aeronaves deverão ser montadas no complexo de Gavião Peixoto (SP), hoje a única linha de fabricação do modelo fora da Suécia e em operação desde 2023.
“A ampliação desta parceria reflete a confiança construída ao longo dos últimos dez anos e reforça o papel estratégico da Embraer no programa Gripen”, afirmou Bosco da Costa Junior, presidente da Embraer Defesa & Segurança.
Demanda da Força Aérea Brasileira
O novo lote atenderá à intenção já manifestada pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, durante visita oficial à Suécia, em junho. Na ocasião, o governo brasileiro formalizou o interesse em ampliar a frota atual de 36 caças F-39E/F Gripen, um dos principais vetores da Força Aérea Brasileira (FAB).
Além do pedido adicional, Brasil e Suécia assinaram um memorando de entendimento para aprofundar a cooperação militar, prevendo a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento no Brasil voltado à operação, manutenção e modernização do Gripen.
Histórico do programa
O contrato original, firmado em 2014, previa a entrega de 36 caças e um extenso programa de transferência de tecnologia à indústria nacional. Em 2023, Saab e Embraer inauguraram a linha de montagem em Gavião Peixoto, onde 15 aeronaves desse primeiro lote serão produzidas. O primeiro jato inteiramente montado no país foi apresentado em março deste ano.
Restrições orçamentárias
O anúncio ocorre em meio a limitações de recursos no Ministério da Defesa, que sofreu bloqueio de R$ 4,36 bilhões no orçamento de 2026. Mesmo assim, a pasta considera a aquisição essencial para atender à previsão da FAB de operar pelo menos 66 caças Gripen nas próximas décadas.
Os termos financeiros e o cronograma definitivo para a produção das 20 unidades extras ainda dependem de negociações entre os governos do Brasil e da Suécia.
Com informações de Gazeta do Povo