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Toffoli defende aplicar revisão da vida toda a ações ajuizadas entre 2019 e 2024

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Brasília, 6 mai. 2026 – O ministro Dias Toffoli votou, no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF), para autorizar aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ingressaram na Justiça entre dezembro de 2019 e abril de 2024 a optar pela “revisão da vida toda” no cálculo dos benefícios.

O julgamento, iniciado na sexta-feira (1º), analisa recurso apresentado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM). Até o momento, o processo registra quatro votos contrários ao pedido – dos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e do relator, Nunes Marques – e um favorável, de Toffoli. O ministro Flávio Dino ainda não se manifestou. O prazo para depósito dos votos termina na próxima segunda-feira (11).

Argumentos de Toffoli

Ao justificar sua posição, Toffoli afirmou receber “diariamente” mensagens de segurados que moveram ações confiando no direito de escolher a forma de cálculo mais vantajosa. Segundo o ministro, muitos relatam dificuldades financeiras após a mudança de entendimento do próprio STF, que em 2024 tornou obrigatória a regra introduzida em 1999.

Pontos do debate

O cálculo do benefício enfrenta duas metodologias:

  • Revisão da vida toda: considera a média dos 80% maiores salários de toda a carreira;
  • Regra de transição de 1999: calcula a média dos 80% maiores salários a partir de julho de 1994.

A possibilidade de escolha é defendida, sobretudo, por quem teve rendimentos elevados antes do Plano Real, o que poderia elevar o valor da aposentadoria.

Voto do relator

Nunes Marques manteve posição contrária ao pleito e pediu o arquivamento imediato, alegando que o STF já rejeitou o tema em decisões anteriores. O ministro criticou a CNTM pela quarta tentativa de reverter o entendimento e citou a necessidade de segurança jurídica.

Com a posição dividida, o resultado definitivo dependerá dos votos que ainda serão apresentados até o encerramento da sessão virtual.

Com informações de Gazeta do Povo