Criminosos têm usado ofertas de dinheiro fácil para enganar brasileiros que buscam alívio financeiro. O chamado “golpe do empréstimo” ganhou força em 2026 e já afeta consumidores em todo o país.
Como o golpe é aplicado
Os estelionatários se passam por bancos ou financeiras conhecidas e oferecem crédito com juros baixos, sem consulta ao SPC ou Serasa. O contato costuma ocorrer por WhatsApp, redes sociais, SMS ou e-mail. Após conquistar a confiança da vítima, os golpistas exigem o pagamento antecipado de supostas taxas — como IOF, seguro ou despesas administrativas — prometendo liberar o valor logo em seguida. Assim que o dinheiro é transferido, geralmente via Pix para contas de pessoas físicas, o grupo desaparece e o empréstimo nunca é concedido.
Sinais de alerta
1. Cobrança antecipada: instituições legítimas não exigem nenhum depósito antes da liberação do crédito.
2. Pressa para fechar negócio: insistência para que a vítima confirme a contratação imediatamente.
3. Erros de português: mensagens mal escritas podem indicar fraude.
4. Pix para conta pessoal: pagamentos direcionados a pessoas físicas são indício de irregularidade.
5. “Aprovação garantida”: promessa de liberação mesmo com nome negativado sem análise de risco.
Uso de engenharia social
Para parecerem confiáveis, os criminosos copiam logotipos, cores e layout de grandes instituições financeiras, criando sites e perfis quase idênticos aos oficiais. Também enviam links falsos (phishing) para capturar dados pessoais, documentos e selfies, que podem ser usados para abrir contas ou contrair dívidas em nome da vítima.
Como conferir se a empresa é legítima
Antes de assinar qualquer contrato:
- Verifique o CNPJ no site da Receita Federal;
- Confirme se a instituição tem autorização do Banco Central;
- Utilize canais oficiais encontrados no site verdadeiro do banco para checar a oferta;
- Consulte a reputação da empresa em serviços como o Reclame Aqui.
Medidas após cair no golpe
Quem transferiu dinheiro deve avisar o banco imediatamente e solicitar o bloqueio da transação, sobretudo quando o pagamento foi feito via Pix. Também é necessário registrar boletim de ocorrência, guardar comprovantes e capturas de tela das conversas, além de informar a instituição que recebeu o valor para tentar o bloqueio da conta usada pelos golpistas.
As práticas criminosas, denunciadas em 13 de abril de 2026, destacam a importância de verificar toda proposta de empréstimo antes de enviar qualquer valor.
Com informações de Gazeta do Povo