O encerramento de agências físicas e a rapidez do Pix colocaram os brasileiros com mais de 60 anos diante de uma migração sem precedentes para o universo digital. Levantamento da Serasa mostra que aproximadamente 80% desse público já utiliza aplicativos bancários para administrar contas, fazer pagamentos e acompanhar investimentos.
Ajuda de filhos e netos acelera aprendizado
A transição para a tela do celular tem sido guiada principalmente pelo apoio familiar. Muitos idosos relatam que contar com filhos e netos — habituados a recursos de computação e design — torna a experiência menos complexa, ainda que seja comparada a “reaprender a ler”.
Pix domina operações do dia a dia
Entre as ferramentas mais usadas destaca-se o Pix, apontado como solução para pagamentos imediatos e substituto de processos antes demorados, como a compensação de cheques. O WhatsApp também ganhou espaço como canal de comunicação para confirmar transações, enquanto a gestão de aplicações em renda fixa e ações passou a ser feita diretamente nos apps dos bancos.
Golpes e fraudes seguem como maior temor
O receio de cair em fraudes digitais permanece. Por possuírem, em média, maior patrimônio e confiarem mais em contatos telefônicos, idosos são alvo de criminosos que utilizam inteligência artificial para imitar vozes ou rostos conhecidos. Pesquisas indicam prejuízos médios superiores a R$ 4,8 mil por vítima nessa faixa etária.
Valor do atendimento presencial
Mesmo com o domínio das plataformas digitais, parte expressiva dos maiores de 60 anos ainda prefere o contato “olho no olho” para operações complexas ou para manter o relacionamento construído ao longo de décadas com gerentes. Para esse grupo, a tecnologia traz conveniência, mas não substitui totalmente a interação humana.
Com informações de Gazeta do Povo