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Mercado projeta inflação de 4,71% em 2026 e ultrapassa teto da meta após tensão no Oriente Médio

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Brasília – A projeção de inflação para 2026 avançou para 4,71% e superou o teto da meta oficial de 4,5%, segundo o Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central. O boletim, que compila estimativas de mais de 100 instituições financeiras, reflete a preocupação do mercado com a continuidade da guerra no Oriente Médio e o fracasso, no fim de semana, de uma nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã.

Com a estimativa acima da banda de tolerância, cresce a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha uma postura cautelosa sobre a taxa Selic, hoje em 14,75%. Para o fim do ano, os analistas agora preveem a Selic em 12,5%, 0,25 ponto percentual acima da projeção de um mês atrás.

Pressão do petróleo

Logo nas primeiras horas desta segunda-feira, o barril de petróleo voltou a ultrapassar US$ 100 no mercado internacional, impacto direto da tensão geopolítica. O encarecimento dos combustíveis pressiona o programa de subsídios do governo federal destinado a produtores e importadores de diesel e encarece o frete, elevando custos em toda a cadeia produtiva.

Antes do início do conflito, o mercado trabalhava com inflação próxima ao centro da meta de 3%, dentro da banda de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Agora, o Focus indica que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) só deve retornar ao limite de 4,5% em 2027, com expectativa de 3,91% para o próximo ano.

Efeitos no bolso do consumidor

A alta do diesel, base do transporte de cargas, encarece alimentos como arroz, feijão, carne, leite e pão, além de itens vinculados diretamente ao petróleo, como gás de cozinha e passagens aéreas. O aumento generalizado de preços se espalha pelos supermercados e pressiona o orçamento das famílias, enquanto o governo avalia novas medidas de curto prazo para conter o impacto sobre a população.

Com informações de Gazeta do Povo