A 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro autorizou, na quarta-feira (1º), que a Oi venda sua participação na V.tal a fundos de investimento administrados pelo BTG Pactual por R$ 4,5 bilhões.
O Ministério Público se manifestou contra a operação, mas o negócio recebeu parecer favorável dos administradores judiciais e de um comitê formado por credores trabalhistas da companhia, que está em recuperação judicial.
Restrição de dois anos para abertura de capital
O despacho determina que, pelos próximos dois anos, o consórcio comprador não poderá ofertar sua parcela na V.tal no mercado de ações. Caso a exigência seja descumprida, incidirá multa de R$ 2,25 bilhões.
Valor menor que o previsto incomoda credores
O preço acertado ficou bem abaixo dos R$ 12,5 bilhões projetados nas negociações iniciais, o que gerou insatisfação entre credores que esperavam receber com os recursos da venda.
Histórico de crise
Em novembro de 2025, a Oi pediu reconhecimento de falência, mas a Justiça optou por mantê-la em recuperação judicial. Em 16 de março deste ano, foi decretada a falência da Serede, subsidiária da operadora.
Com origem na privatização da Telebrás, em 1998, a companhia — então Telemar — passou a adotar a marca Oi na telefonia móvel. A deterioração financeira levou as ações da empresa a valerem R$ 0,17 no dia da divulgação do fato relevante; em 2012, os papéis chegaram a custar R$ 8,34.
Com informações de Gazeta do Povo