Brasília – O governo federal vai injetar aproximadamente R$ 78 bilhões na economia ao antecipar o 13º salário de 35,2 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O pagamento será dividido em duas parcelas, previstas para abril e maio, de cerca de R$ 39 bilhões cada.
Medida assinada por Lula
A antecipação foi oficializada há um mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A equipe econômica aposta que a liberação escalonada do benefício ajude a conter o avanço do endividamento das famílias, que alcançou 80,4% em março. Paralelamente, o Planalto discute a criação de um programa de renegociação de dívidas.
Idosos concentram crescimento da inadimplência
<p Levantamento da Serasa Experian mostra que o número de brasileiros com mais de 60 anos em inadimplência passou de 9,2 milhões em janeiro de 2019 para 15,9 milhões em janeiro de 2026 – alta de 73% (6,7 milhões de pessoas). Só entre janeiro de 2025 e o mesmo mês de 2026, o salto foi de 14,1 milhões para 15,9 milhões, aumento de 12,7%.
Quem recebe
Terão direito ao 13º os segurados que, em 2026, receberam aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade ou auxílio-reclusão. O benefício costuma ser quitado entre agosto e novembro, mas foi trazido para o primeiro semestre como instrumento de estímulo econômico.
Valores dos benefícios
Dados da folha de pagamento de fevereiro, divulgados pelo Ministério da Previdência Social, apontam que 23,3 milhões de benefícios – 66,2% do total – correspondem a até um salário mínimo, hoje fixado em R$ 1.621. Outros 11,9 milhões têm valor superior ao piso, e 13,7 mil alcançam o teto de R$ 8.475,55.
Quem fica de fora
Não receberão o 13º os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) – destinado a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda – nem os contemplados pela Renda Mensal Vitalícia.
O governo prevê que a injeção de recursos nos próximos dois meses contribua para aliviar o orçamento de famílias endividadas e mantenha fluxo de consumo em ano eleitoral.
Com informações de Gazeta do Povo