O Ministério de Minas e Energia levará ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no início de maio, proposta para aumentar de 30% para 32% a proporção obrigatória de etanol anidro misturado à gasolina vendida no país.
O anúncio foi feito pelo titular da pasta, Alexandre Silveira, na sexta-feira (24), durante a abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol. Segundo o ministro, a elevação temporária – válida por 180 dias, prorrogáveis por igual período mediante novo aval do CNPE – poderá reduzir em cerca de 500 milhões de litros mensais a necessidade de importação de gasolina, tornando o Brasil autossuficiente nesse combustível.
Objetivo é atender aumento da oferta
Silveira afirmou que a produção nacional de etanol deve crescer quatro bilhões de litros neste ano, volume que permitiria suprir o novo patamar de mistura sem pressionar o mercado interno.
Antecedentes da medida
Em 2025, o governo já havia elevado a mistura de 27% para 30%. Na ocasião, o ministério estimou que o país voltaria à autossuficiência em gasolina após 15 anos e reduziria também a importação de diesel, fortalecendo agronegócio e agricultura familiar.
A proposta de adotar o E32 está alinhada à Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024, que autoriza mistura de até 35% de etanol na gasolina. Testes conduzidos em 2025 com o E30 apontaram viabilidade técnica para avançar dois pontos percentuais, de acordo com o governo.
Estudo do Itaú BBA divulgado na época da transição para 30% indicou que, sem expansão da oferta alcooleira, preços de gasolina, etanol e diesel poderiam subir no curto prazo.
Com informações de Gazeta do Povo