Brasília — Jornalistas e demais profissionais contratados pela Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac) para atuar na Rádio e na TV Justiça aprovaram, em assembleia realizada na quarta-feira (10), a deflagração de greve a partir da próxima segunda-feira (15). O movimento reivindica pagamento de salários e depósitos de FGTS em atraso, criação de vale-alimentação e a regularização do repasse de pensões alimentícias descontadas em folha.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) informou que 80 trabalhadores participaram da votação, todos favoráveis à paralisação.
Contratos em vigor
Atualmente, o Supremo Tribunal Federal mantém três contratos ativos com a Fundac, somando R$ 26,8 milhões:
• R$ 22,8 milhões para operação e produção da Rádio Justiça e da TV Justiça;
• R$ 2,9 milhões destinados a apoio técnico em comunicação social, jornalismo e reportagem fotográfica;
• R$ 1 milhão para apoio técnico em design gráfico e digital.
Os funcionários afirmam que a interrupção do serviço deverá afetar a transmissão dos julgamentos e demais conteúdos dos dois veículos. Em nota, o STF declarou não ter responsabilidade sobre as obrigações trabalhistas da empresa contratada e disse esperar o cumprimento integral dos serviços até o término do contrato.
Para o SJPDF, “a ausência de uma resolução pode comprometer a continuidade das operações dos veículos, afetar a imagem institucional da comunicação pública vinculada ao STF e restringir o acesso da população à informação transparente, imparcial e de interesse público”.
Além de exibir sessões do próprio Supremo e de outros tribunais superiores, a TV Justiça transmite palestras e programas jornalísticos sobre o Judiciário. A exposição dos julgamentos em vídeo, contudo, é alvo de debate entre defensores de mudanças no formato das sessões.
A reportagem procurou a Fundac, que ainda não se manifestou.
Com informações de Gazeta do Povo