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Credores assumem participações de Tanure na Light e Alliança Saúde após execução de dívida

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Credores que financiaram a entrada de Nelson Tanure na Ligga Telecom executaram as garantias do empréstimo e ficaram com ações da Light e da Alliança Saúde, informou fato relevante divulgado no fim de semana.

A medida foi adotada após o descumprimento de condições de uma renegociação firmada no fim de 2025, que previa pagamento parcial da dívida em troca de prazo maior para quitação total. Com a execução, parte das participações mantidas pelo empresário nas duas companhias foi transferida aos credores.

Os papéis tomados estavam sob a titularidade da Lormont Participações e do Fonte de Saúde Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, veículos ligados a Tanure. Segundo comunicados enviados aos órgãos reguladores, a operação alterou de forma relevante a estrutura acionária dos grupos envolvidos.

Impacto nas empresas

Na Alliança Saúde e Participações, a fatia combinada de Lormont e Fonte de Saúde caiu para 6,96% do capital social, fazendo com que os dois fundos deixassem de ser considerados controladores.

Já na Light, a reconfiguração acionária resultou na entrada do fundo Opus com 9,9% do capital após a execução das garantias.

Pressão judicial sobre Nelson Tanure

A execução ocorre no momento em que Tanure enfrenta bloqueio de bens determinado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, em janeiro. A decisão faz parte de um dos desdobramentos da investigação que apura fraudes no liquidado Banco Master.

A Procuradoria-Geral da República sustenta que a Polícia Federal encontrou indícios de que Tanure seria sócio oculto do Banco Master, instituição acusada de vender carteiras de crédito sem lastro ao Banco de Brasília (BRB) por R$ 12,2 bilhões. O valor exato do bloqueio não foi divulgado e atinge outros investigados.

Além do bloqueio, o empresário foi alvo de mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero, realizada no mês passado, que investiga o uso de fundos de investimento e previdenciários de servidores para operações irregulares.

Com informações de Gazeta do Povo