Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, valor 3,2 vezes superior às perdas de 2024, que haviam somado R$ 2,6 bilhões. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (23) pelo presidente da estatal, Emmanoel Rondon, durante apresentação do balanço dos primeiros 100 dias do plano de reestruturação.
Segundo Rondon, o principal fator para o rombo foi o desembolso com precatórios. Do total negativo, R$ 6,4 bilhões referem-se a esses pagamentos, montante 55,12% maior que o destinado ao mesmo fim em 2024.
Queda na receita e patrimônio negativo
A receita bruta da empresa encolheu 11,35% em comparação com o ano anterior, alcançando R$ 17,3 bilhões em 2025. Já o patrimônio líquido ficou negativo em R$ 13,1 bilhões.
Operações de crédito
Para reforçar o caixa, a companhia contratou em dezembro de 2025 um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A operação, garantida pela União, tem vencimento previsto para 2040. Em fevereiro deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou os Correios a buscar mais R$ 8 bilhões em crédito, também com aval do Tesouro.
Entregas e redução de pessoal
Apesar do resultado financeiro negativo, o volume de encomendas em atraso caiu 43% no ano passado, indicando retomada do ritmo normal de entregas em todo o país, informou a estatal.
O plano de reestruturação prevê ainda o desligamento voluntário de ao menos 10 mil empregados. Entre 3 de fevereiro e 7 de abril de 2026, 3.181 trabalhadores aderiram ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Somadas às adesões realizadas em 2024 e 2025, o total chegou a 3.756 desligamentos em 12 meses.
Com informações de Gazeta do Povo