Brasília, 13 de maio de 2026 – O cancelamento da chamada “taxa das blusinhas” marcou uma mudança de posição do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em pleno ano eleitoral. Criada em 2024 por lei e regulamentada por medida provisória para taxar importações de baixo valor em plataformas de e-commerce, a cobrança perdeu força após críticas de consumidores e de parte do Congresso. Confira como votaram deputados e senadores quando a proposta foi analisada.
Votação no Senado
No Senado, o texto passou em votação simbólica. Mesmo assim, 14 parlamentares registraram posição contrária:
Mecias de Jesus (Republicanos-RR); Alessandro Vieira (MDB-SE); Jaime Bagattoli (PL-RO); Cleitinho (Republicanos-MG); Marcos Rogério (PL-RO); Flávio Bolsonaro (PL-RJ); Eduardo Girão (Novo-CE); Rodrigo Cunha (Podemos-AL); Carlos Portinho (PL-RJ); Rogério Marinho (PL-RN); Irajá (PSD-TO); Wilder Morais (PL-GO); Romário (PL-RJ); Soraya Thronicke (Podemos-MS).
Placar na Câmara
Na Câmara dos Deputados, o parecer do relator Átila Lira (PP-PI) recebeu 380 votos favoráveis e 26 contrários no painel eletrônico. A taxação, porém, já havia sido chancelada em votação simbólica, ocasião em que 24 parlamentares formalizaram voto contra. Veja os nomes por legenda:
PL: André Fernandes (CE); Alexandre Ramagem (RJ); Gustavo Gayer (GO); Junio Amaral (MG); Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP); Rosana Valle (SP); Silvia Waiãpi (AP); Pastor Eurico (PE).
União Brasil: Rodrigo Valadares (SE); Dayany Bittencourt (CE); Silvye Aires (GO); Douglas Viegas (SP); Eduardo Velloso (AC); Fernando Máximo (RO); Coronel Ulysses (AC).
Republicanos: Roberto Duarte (AC); Messias Donato (ES); Thiago Flores (RO).
PSD: Carlos Sampaio (SP); Ricardo Silva (SP).
Outros partidos: Adriana Ventura (Novo-SP); Gerleen Diniz (PP-AC); Ulisses Guimarães (MDB-MG).
Posição governista
Partidos da base, como PT, PSB e PDT, apoiaram a cobrança nas duas Casas sob o argumento de proteger a produção nacional, incentivar o desenvolvimento tecnológico e gerar empregos.
A revogação da “taxa das blusinhas” foi publicada recentemente, encerrando a cobrança sobre compras internacionais de pequeno valor e atendendo a pressões de consumidores.
Com informações de Gazeta do Povo