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Chefe da BlackRock declara “inveja” do Pix e pede sistema parecido nos Estados Unidos

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NOVA YORK (11.mai.2026) – O cofundador, presidente e CEO da gestora de investimentos BlackRock, Larry Fink, afirmou nesta segunda-feira (11) sentir “inveja” do Pix e defendeu a criação de um mecanismo de pagamentos semelhante nos Estados Unidos.

“Tenho inveja do que o Banco Central brasileiro fez ao criar o Pix. Gostaria que tivéssemos isso aqui”, declarou o executivo durante evento na sede da BlackRock, em Nova York. Ele elogiou a “mentalidade digital” já adotada por Brasil e Índia.

Defesa da tokenização

Em janeiro, durante debate no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), Fink já havia citado os dois países como líderes em “decimalização, tokenização e digitalização” de moedas. Na ocasião, argumentou que uma plataforma financeira tokenizada reduziria taxas, democratizaria investimentos e diminuiria a corrupção graças ao uso de uma blockchain comum.

Investigação de Washington

No ano passado, o governo do presidente Donald Trump abriu investigação sobre práticas comerciais brasileiras, incluindo a adoção do Pix. A Casa Branca sustenta que o sistema de pagamentos poderia afetar a competitividade de empresas norte-americanas no mercado brasileiro. O inquérito também apura a venda de produtos falsificados na Rua 25 de Março, em São Paulo.

Plataforma única nos EUA

Fink avaliou que a implementação de uma infraestrutura de pagamentos unificada nos Estados Unidos “precisaria ser discutida”, mas traria “grandes vantagens”. “Talvez tenhamos mais dependência de uma única blockchain”, ponderou, acrescentando que as transações seriam “processadas de forma mais segura do que nunca”.

Viagem à China

O executivo participará, ao lado de nomes como Elon Musk (Tesla) e Tim Cook (Apple), da visita que o presidente Trump fará à China ainda nesta semana.

As declarações de Fink reforçam a pressão de grandes atores do mercado financeiro para que Washington avance em soluções de pagamento digitais semelhantes às adotadas por economias emergentes.

Com informações de Gazeta do Povo