A União Europeia (UE) decidiu retirar o Brasil da relação de países habilitados a vender carne e animais vivos ao bloco. O veto, anunciado nesta terça-feira (12), entra em vigor em 3 de setembro e coloca em risco um mercado que movimentou US$ 1,8 bilhão em 2025, o segundo maior destino da proteína brasileira.
De acordo com a porta-voz de Saúde da Comissão Europeia, Eva Hrncirova, a exclusão abrange bovinos, equinos, aves, ovos, produtos de aquicultura, mel e envoltórios à base de origem animal. O motivo é a falta de comprovação de que o Brasil atende aos padrões sanitários exigidos pelo bloco, incluindo regras sobre o uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais.
Hrncirova ressaltou que o país poderá retomar as vendas quando demonstrar conformidade com as exigências europeias.
Padrões rigorosos
“Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo, portanto é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão de hoje comprova que o sistema de controle europeu funciona”, afirmou o comissário de Agricultura da UE, Christophe Hansen.
Enquanto o Brasil foi excluído, Argentina, Paraguai e Uruguai continuam autorizados, ao lado de outros 21 países. A medida ocorre poucos meses após a entrada provisória do acordo comercial entre UE e Mercosul, que deu fôlego político ao governo Luiz Inácio Lula da Silva, mas provocou resistência entre produtores europeus.
O governo brasileiro foi procurado para comentar a decisão, mas não respondeu até o fechamento desta edição.
Com informações de Gazeta do Povo