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Áudio de Flávio Bolsonaro faz dólar superar R$ 5 e derruba Ibovespa

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São Paulo, 19 de maio de 2026 – A divulgação de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro provocou forte reação nos mercados nesta terça-feira (19). O episódio, somado à visita do parlamentar a Vorcaro, que cumpre prisão domiciliar, elevou a percepção de risco político e derrubou ativos brasileiros.

Moeda norte-americana rompe barreira psicológica

O dólar comercial avançou 0,5% e fechou a R$ 5,03, ultrapassando a marca dos R$ 5,00 pela primeira vez em três meses. Operadores da Avenida Faria Lima atribuem o movimento à incerteza eleitoral após Flávio perder seis pontos em levantamentos recentes de intenção de voto.

Bolsa recua mais de 1%

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia em queda superior a 1%, perto dos 174 mil pontos. Investidores reduziram posições em ações diante do temor de que o enfraquecimento de um candidato com agenda liberal reduza pressões por equilíbrio fiscal no próximo governo.

Mercado “reprecifica” risco eleitoral

Segundo analistas, precificar risco significa ajustar preços de ativos hoje para antecipar eventuais perdas futuras. Até então, Flávio Bolsonaro era visto como defensor de privatizações e contenção de gastos. A crise de imagem, contudo, alimenta dúvidas sobre a existência de uma oposição capaz de barrar despesas extras no Orçamento.

Termômetro Polymarket

No site global de previsão Polymarket, a probabilidade de vitória de Flávio em 2026 caiu de 44% para cerca de 28% após os escândalos. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a liderar com 45%, reforçando a leitura de que o cenário fiscal pode ficar mais frouxo caso não haja adversário competitivo.

Foco no quadro fiscal

A principal preocupação dos gestores segue sendo o equilíbrio das contas públicas. Sem uma disputa acirrada, avaliam agentes do mercado, o governo poderia ampliar gastos para sustentar a campanha à reeleição, elevando dívida, pressionando a inflação e afugentando investimento estrangeiro.

Os desdobramentos políticos continuarão no radar de câmbio e bolsa, enquanto investidores aguardam novos dados eleitorais e sinais do Congresso sobre o controle de despesas.

Com informações de Gazeta do Povo