A defesa do ex-vereador Milton Leite, do União Brasil, apresentou nesta segunda-feira, 21, um pedido de habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para revogar sua prisão temporária de 30 dias. A prisão foi determinada pelo desembargador Sérgio Ribas, da 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, no contexto da Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público de São Paulo.
No pedido, os advogados de Leite argumentam que a decisão judicial não individualizou a conduta do ex-parlamentar e que ele não esteve envolvido nas conversas interceptadas que fundamentam a investigação. Além de solicitar a revogação da prisão, a defesa requer uma liminar para a soltura imediata do ex-vereador.
Alternativamente, a defesa pede que a prisão temporária seja substituída por medidas cautelares menos severas ou pela concessão de prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, alegando questões de saúde do ex-vereador.
Um relatório do Hospital Israelita Albert Einstein anexado ao pedido destaca que Milton Leite apresenta “alta vulnerabilidade clínica e risco de descompensação” devido a diversas condições de saúde, como hipertensão, diabetes tipo 2 e obesidade. Na última sexta-feira, 19, Leite teve um pico de pressão alta enquanto estava na cadeia pública de Mogi das Cruzes, sendo necessário seu atendimento médico em um hospital local antes de retornar à carceragem.
A prisão de Milton Leite foi decretada na última quinta-feira, 17, após ele não ser encontrado em sua residência, sendo considerado foragido. No entanto, o ex-vereador se apresentou à polícia no dia seguinte, afirmando estar fora de São Paulo e alegando sua inocência. Ele declarou: “Não cometi crime nenhum e nada devo”. A prisão temporária pode ser prorrogada por mais 30 dias, conforme a solicitação dos investigadores.
Fonte: Revista Oeste.









