O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (30) e refutou qualquer envolvimento em atos de violência ou intimidação. Em sua declaração, ele afirmou não ter conhecimento sobre os grupos denominados “A Turma” e “Os Meninos”, que estão sendo investigados pela PF.
A defesa de Vorcaro argumenta que a investigação, que se arrasta por oito meses, não apresentou vítimas associadas aos supostos crimes. Além disso, os advogados destacam que os termos utilizados não se referem a grupos organizados ou estruturas específicas.
A PF está apurando as atividades de “A Turma”, que seria uma rede utilizada para monitorar e intimidar adversários de Vorcaro. Já “Os Meninos” estariam ligados a ações de natureza cibernética, incluindo invasões de sistemas e monitoramento ilegal. As investigações também buscam possíveis acessos a sistemas da PF, do Ministério Público Federal e da Interpol.
Durante seu depoimento, Vorcaro mencionou apenas Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, que foi identificado pela PF como parte da estrutura investigada. Segundo a defesa, os dois tinham um contrato formal para serviços de segurança digital e inteligência, mas Mourão faleceu em março, após um suposto suicídio em uma cela da PF em Belo Horizonte.
A defesa de Vorcaro ainda alegou que mensagens privadas foram mal interpretadas e que desabafos realizados por ele não ocasionaram riscos a terceiros. Os advogados reforçaram o pedido de liberdade do ex-banqueiro, argumentando que não existem mais justificativas para a manutenção da prisão preventiva.
Este caso segue em destaque nas investigações da PF, enquanto a defesa de Vorcaro busca esclarecer sua posição e desassociá-lo das acusações que pesam sobre ele.
Fonte: Revista Oeste.









