ATLANTIC CITY (EUA) – Um antigo convento prestes a ser demolido foi convertido no Cappella Studio, espaço dedicado à arte católica que pretende iluminar a conhecida “cidade do vício”. Fundado por Jim Dessicino, o projeto abriu as portas em julho de 2026 e combina formação artística, hospedagem para criadores e uma capela de adoração aberta diariamente.
Projeto nasceu da urgência de “reconstruir a Igreja”
Dessicino contou que a inspiração surgiu quando visitou a capela abandonada do convento, marcada por janelas quebradas e buracos nas paredes. A cena o remeteu ao chamado de São Francisco de Assis em 1205 para restaurar a Igreja de San Damiano. “Vi ali a chance de fazer o mesmo”, afirmou.
O edifício, erguido no fim dos anos 1930 e desenhado para lembrar um navio em honra a Nossa Senhora Estrela do Mar, mantém essa simbologia: a antiga capela das religiosas fica na “proa”.
Arte, evangelização e acolhimento
O Cappella Studio oferece:
- Residências e estúdios particulares para artistas locais e visitantes;
- Aulas ministradas por profissionais católicos e não católicos;
- Espaço para atividades comunitárias, como clubes de leitura.
Segundo o fundador, o objetivo é atrair criadores de todas as crenças para um “terceiro espaço”, menos intimidante que uma igreja. “Ao entrarem no estúdio, eles se deparam com Jesus no Santíssimo Sacramento, mesmo sem perceber”, disse.
Capela da Misericórdia é o coração do empreendimento
Para o padre Robert Hughes, pároco envolvido na iniciativa, a primeira etapa foi reabrir a capela de adoração, disponível das 9h às 16h. “A Eucaristia é a fonte e o centro da vida cristã e também do Cappella Studio”, afirmou. Ele espera que a proximidade do mar — a apenas dois quarteirões — ajude os artistas a integrar oração e trabalho.
Hughes acrescenta que há poucos locais onde artistas sacros podem se reunir para se dedicar exclusivamente ao sagrado. “Deus é o mestre artista; nós apenas colaboramos criando obras dignas de contemplação”, declarou.
Para Dessicino, Atlantic City — marcada pelo jogo, vício e pobreza — precisa de novos pontos de esperança. “Esta cidade sempre viveu de receber pessoas. Chegou a hora de uma renovação”, concluiu.
Com informações de Gazeta do Povo