Entidades que representam o setor comercial no Brasil estão exigindo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com 51,79% dos votos, uma postura de responsabilidade fiscal e medidas voltadas para o fortalecimento de pequenos e médios negócios. As cobranças foram feitas em declarações nesta segunda-feira (26), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).
José Roberto Tadros, presidente da CNC, destacou a importância de um diálogo construtivo entre o governo e o setor produtivo, enfatizando que o empresariado brasileiro desempenha um papel crucial na geração de empregos e no desenvolvimento econômico, mesmo em tempos difíceis. “É fundamental reconhecer o esforço dos empreendedores, que continuam a investir e criar oportunidades”, afirmou.
A CNC também defendeu que a competitividade e a segurança jurídica são essenciais para o crescimento sustentável do país. Os líderes do comércio pedem a redução de burocracias que dificultam o desenvolvimento e a construção de um ambiente mais favorável para os negócios.
Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, solicitou medidas específicas para micro e pequenas empresas, além de uma política fiscal que não prejudique a criação de empregos. Ele destacou a necessidade de atualizar os limites do Simples Nacional, uma solicitação que, segundo ele, aguarda resposta desde 2018.
A CACB também sugeriu o adiamento da reforma tributária para que pequenos empresários possam participar das discussões sobre mudanças que impactam diretamente seus negócios. A entidade representa cerca de 2,3 mil associações comerciais em todo o Brasil.
“Nos últimos anos, os pequenos empreendedores enfrentaram uma verdadeira insegurança jurídica que dificultou investimentos e crescimento. Para superar essa insatisfação, é vital estabelecer um amplo diálogo com o setor produtivo”, enfatizou Cotait.
Estima-se que os pequenos e médios negócios no Brasil somem 24 milhões e contribuam com 27% do PIB e 55% dos empregos formais. Além das demandas econômicas, Cotait também defendeu a adoção do voto distrital misto para aumentar a representatividade no Parlamento.
Durante a celebração de sua vitória, Lula manifestou a intenção de dialogar com diversos setores da economia para discutir políticas públicas ao longo de seu quarto mandato.
Fonte: Gazeta Do Povo.









