Um ataque à Igreja Ortodoxa Grega de São Jorge, localizada na vila de Hammoud, na província de Karak, Jordânia, resultou na morte de nove pessoas e deixou 40 feridos. O governo jordaniano atribuiu o atentado a extremistas e anunciou um luto nacional de três dias.
Após o tiroteio ocorrido na última sexta-feira, 23 de outubro, as forças de segurança prenderam três suspeitos armados na região. Inicialmente, o número de fatalidades era de sete, mas subiu para nove após duas vítimas não resistirem aos ferimentos durante o fim de semana.
As autoridades jordanianas classificaram os responsáveis pelo ataque como “terroristas extremistas” e prometeram uma resposta severa. Até o momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo atentado.
O secretário-geral da Aliança Evangélica Mundial (WEA), reverendo Botrus Mansour, condenou veementemente a violência e fez um apelo à comunidade cristã para que ore pelas famílias das vítimas e pelos feridos. “A vida e a segurança pessoal devem ser protegidas independentemente das justificativas apresentadas para atos de agressão”, afirmou Mansour em um comunicado.
A WEA destacou que a resposta ao ataque não deve fomentar discursos de ódio ou aumentar as tensões sectárias. A organização defendeu a importância da unidade nacional e da convivência pacífica entre diferentes religiões, fundamentais para a estabilidade da Jordânia. Além disso, enfatizou a necessidade de proteger os locais de culto e garantir a liberdade religiosa sem discriminação.
Como aliada estratégica dos Estados Unidos no Oriente Médio, a Jordânia agora enfrenta o desafio de investigar as circunstâncias do atentado e responsabilizar os autores. A segurança das comunidades religiosas se torna uma preocupação crescente, e o governo busca assegurar a proteção dos cidadãos e a dignidade de todas as comunidades.
Fonte: Gospel Mais.









