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Aumento da Perseguição Religiosa no Irã: Ministros Cristãos são Presos e Executados

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Nos últimos meses, o Irã intensificou a repressão contra ministros cristãos, resultando na morte de pelo menos 33 líderes religiosos e na detenção de mais de 130 pessoas. A situação se agravou após protestos civis em janeiro, e a organização Iran Alive Ministries revelou que muitos desses líderes enfrentam penas de morte.

Hormoz Shariat, fundador da Iran Alive Ministries, afirmou que a repressão à atividade religiosa tem fortalecido a fé entre os cristãos locais. “Considero essa oposição uma bênção e uma honra perante a lei iraniana. Muitos cristãos esperavam apoio externo para derrubar o governo, mas, embora as promessas humanas tenham falhado, Jesus não os decepcionou”, declarou ele.

Atualmente, 14 dos 131 membros detidos ainda estão encarcerados, com alguns deles enfrentando a execução. Outras 114 pessoas estão desaparecidas, enquanto quatro conseguiram escapar. O ambiente nas prisões se mantém ativo em termos de evangelização, com detentos continuando a converter outras pessoas à fé cristã.

Além das prisões, o governo iraniano impôs um banimento total às transmissões religiosas, considerando a sintonização de programas cristãos como um crime. Este contexto de censura fez com que o Irã fosse classificado na décima posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da organização Portas Abertas dos EUA, em virtude de uma opressão crescente.

Apesar da repressão, o número de conversões ao cristianismo continua a crescer no país. Em 2023, foram registradas 5.849 novas conversões, embora estimativas indiquem que o número real possa ser ainda maior.

Essa crise de direitos humanos coincide com uma grave crise econômica no Irã, marcada por uma inflação de 65,8% e a perda de 233 mil empregos, principalmente entre mulheres. Para ajudar a população afetada, igrejas locais iniciaram programas de apoio psicológico.

As execuções, que não estão relacionadas a motivos religiosos, também aumentaram significativamente desde os protestos de janeiro. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, documentou pelo menos 56 execuções desde março, muitas delas ligadas a questões de segurança nacional. Especialistas em direitos humanos pedem que as autoridades iranianas cessem as execuções coletivas, citando violações graves aos padrões internacionais de justiça.

Fonte: Folha Gospel.