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Sanderson afirma que Flávio Bolsonaro deixaria o Brasil para evitar prisão

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O senador Ubiratan Sanderson (PL-RS) revelou em entrevistas recentese que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o Brasil para evitar uma prisão iminente. Segundo Sanderson, ele recebeu informações de que o ex-candidato à presidência enfrentaria a detenção, o que o levou a buscar refúgio fora do país.

“O indicativo que recebemos é de que prenderiam Flávio”, afirmou Sanderson. “Se ele teve que sair, é porque seria espezinhado, seria constrangido; a ideia era prendê-lo”, completou.

Flávio chegou a Miami, na Flórida, na manhã de 28 de outubro, acompanhado da esposa e das duas filhas. A saída do Brasil ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes do senador e proibir sua saída do país, decisão que seguiu um pedido da Polícia Federal. O órgão havia alertado sobre o risco de Flávio deixar o Brasil.

O senador não apresentou os passaportes dentro do prazo estabelecido e, como resultado, seus documentos foram cancelados. Na noite de 27 de outubro, ele atravessou a fronteira com a Argentina e embarcou em um voo particular rumo aos Estados Unidos.

Em relação à ação de Moraes, Sanderson criticou a medida, considerando-a um sinal de que Flávio estaria prestes a ser preso. “Eu faria a mesma coisa”, disse, referindo-se à decisão de Flávio de deixar o país. “Imagina com duas filhas menores. O que queriam fazer com ele? Prender, algemar, constranger, humilhar. Esse era o objetivo do regime”, declarou.

O senador também descreveu a saída de Flávio do Brasil como um exílio e enfatizou que o incidente atrairá a atenção internacional sobre a situação política no Brasil. “A partir deste evento, o mundo inteiro sabe que o Brasil não vive numa normalidade democrática”, afirmou.

Sanderson manifestou a esperança de que a nova composição do Senado consiga combater os abusos dos ministros do STF e defendeu a abertura de processos de impeachment, ressaltando que a direita conta com o apoio de 48 a 50 senadores para tais medidas. Ele declarou apoio a Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado.

Fonte: Revista Oeste.