A disputa presidencial de 2026 entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se intensifica neste domingo (25), com o segundo turno das eleições se aproximando. Ao longo do ano, a campanha de Lula teve como palco principal o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde uma série de ações judiciais foram movidas contra a propaganda de Flávio.
Politicos do PT, insatisfeitos com a atuação do TSE, também buscaram apoio do Supremo Tribunal Federal (STF) para minar a campanha de aliados de Flávio em disputas estaduais. Entretanto, intervenções do STF, segundo membros da campanha de Lula, acabaram prejudicando mais do que ajudando a sua reeleição.
Em um episódio anterior ao primeiro turno, o ministro Gilmar Mendes, do STF, forçou a TV Globo a incluir o candidato Renan Santos, do partido Missão, no debate presidencial. A ministra Estela Aranha, do TSE, por sua vez, vetou a exibição de um púlpito vazio de Lula e impediu que os adversários fizessem perguntas ao petista.
Após o primeiro turno, os ministros do STF se afastaram de intervenções diretas, mas os aliados no TSE continuaram a favorecer Lula em diversas ações. Um levantamento da equipe jurídica de Lula, entre fevereiro e 21 de outubro, aponta 313 decisões favoráveis ao presidente contra 182 desfavoráveis.
Essas vitórias incluem a neutralização de ações que questionavam a propaganda de Lula durante o carnaval e a censura de anúncios que o ligavam ao crime organizado. Além disso, investigações foram abertas contra influenciadores digitais que apoiavam a campanha de Flávio, como Pablo Marçal e Nikolas Ferreira.
A equipe de Lula também conseguiu manter ativo o canal “Exército do Lula”, liderado pelo deputado André Janones, que se tornou um importante veículo de militância digital, acumulando cerca de 10 milhões de inscritos. A campanha também pressionou a Meta, empresa responsável pelo Instagram e Facebook, para que reforçasse a distribuição de suas propagandas nas redes sociais.
Por outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro acusou Lula de espalhar desinformação e utilizar a máquina do governo para obter votos, com ações como o reajuste do Bolsa Família e o anúncio de programas de auxílio.
Especialistas em Direito Eleitoral ressaltam que o TSE adotou uma postura mais equilibrada em relação ao combate à desinformação em comparação a anos anteriores, embora ainda haja críticas sobre a sua intervenção nas campanhas. O advogado Adriano Soares da Costa, por exemplo, destacou que a Justiça Eleitoral precisa evitar se tornar uma censora do discurso público.
Com o cenário eleitoral se intensificando, as decisões do TSE e STF continuam a moldar as estratégias de campanha, em uma disputa que promete ser uma das mais acirradas da história recente do Brasil.
Fonte: Gazeta Do Povo.









