Um estudo recente realizado nos Estados Unidos identificou uma relação entre a prática da fé cristã e a satisfação no casamento. A pesquisa, conduzida pelo Institute for Family Studies (IFS), revelou que casais que participam regularmente de atividades religiosas tendem a reportar níveis mais elevados de felicidade conjugal e menores índices de divórcio.
O levantamento, que entrevistou 3.125 adultos casados entre 18 e 54 anos entre fevereiro e março de 2026, incluiu 1.243 protestantes, 1.080 católicos e participantes sem religião. Os dados apontam que entre aqueles que frequentam regularmente a igreja, os índices de divórcio são significativamente menores.
Entre os protestantes praticantes, 34% passaram por divórcios ou separações. O percentual é de 27% para católicos praticantes, enquanto entre protestantes não praticantes esse índice sobe para 54%. Para os católicos que se identificam apenas de forma nominal, o número fica em 36%, e 40% entre os participantes sem religião.
Além disso, a pesquisa também analisou como os participantes percebem a felicidade em seus casamentos. Dos protestantes que frequentam a igreja, 74% classificaram seus casamentos como “muito” ou “extremamente” felizes, e entre os católicos praticantes, esse percentual foi de 79%. No grupo sem religião, 66% se sentiram da mesma forma.
Os pesquisadores notaram que a participação ativa na comunidade religiosa é um fator mais relevante do que a mera identificação com a fé em relação aos resultados observados. A pesquisa também incluiu a frequência de oração, onde 77% dos protestantes que oram diariamente consideram seus casamentos estáveis, em comparação com 66% entre os que oram menos.
Outro aspecto avaliado foi a vida sexual dos participantes. Entre os protestantes praticantes, 60% relataram manter relações sexuais semanalmente, enquanto os protestantes não praticantes e participantes sem religião apresentaram percentuais de 52% e 47%, respectivamente. A satisfação sexual foi considerada excelente ou muito boa por 45% dos protestantes praticantes e 55% dos católicos, enquanto 40% dos participantes sem religião avaliaram positivamente.
Em conclusão, os pesquisadores afirmam que a participação religiosa vai além da simples identificação com uma fé e abrange crenças compartilhadas, comprometimento, convivência comunitária e oração, fatores que podem influenciar a experiência conjugal. Embora os resultados do estudo sugiram associações, não se pode afirmar que a frequência à igreja seja a única responsável pela felicidade ou estabilidade nos casamentos.
Fonte: Folha Gospel.










