Uma pesquisa recente do Institute for Family Studies (IFS) aponta que casais que frequentam a igreja apresentam níveis de felicidade no casamento superiores aos de casais não religiosos. O estudo, intitulado “A Diferença Devota: Religião, Qualidade Marital e Sexo entre os Americanos”, analisou a relação entre a fé e a vida familiar nos Estados Unidos.
Realizada entre 9 de fevereiro e 4 de março deste ano, a pesquisa envolveu 3.125 adultos casados, com idades entre 18 e 54 anos, sendo 1.243 cristãos protestantes e 1.080 católicos. Apesar da redução do número de casamentos nos últimos anos, os dados mostram que os cristãos ainda se casam mais frequentemente do que os menos religiosos. Aproximadamente 60% dos americanos casados na faixa etária de 30 a 54 anos são religiosos, enquanto apenas 42% dos adultos sem religião estão casados.
Entre os protestantes que frequentam uma igreja, 66% estão casados, enquanto 57% dos católicos praticantes também se encontram nessa situação. O estudo revelou ainda que a taxa de divórcios é menor entre os casais religiosos: 34% dos protestantes e 27% dos católicos já se separaram, em comparação com 54% dos protestantes não praticantes e 40% dos não religiosos.
Os resultados indicam que a prática da fé está diretamente relacionada à satisfação conjugal. Cerca de 74% dos protestantes e 79% dos católicos descreveram seus casamentos como muito ou extremamente felizes, em contraste com 66% dos entrevistados sem religião que afirmaram ter essa mesma felicidade no casamento.
O estudo também constatou que a oração diária está ligada a casamentos mais estáveis. Entre os protestantes que oram regularmente, 77% relataram ter um casamento estável, enquanto essa taxa foi de 66% entre aqueles que oram com menos frequência. A oração diária aumentou em 1,48 vezes a probabilidade de estabilidade conjugal e em 1,50 vezes a de felicidade no matrimônio.
A pesquisa também analisou a vida sexual dos casais. A frequência sexual semanal foi relatada por 60% dos protestantes praticantes, em comparação com 52% dos protestantes nominais e 47% dos não religiosos. A satisfação sexual foi maior entre os que frequentam a igreja: 45% dos protestantes e 55% dos católicos consideraram sua vida sexual como excelente ou muito boa, enquanto 40% dos não religiosos tiveram a mesma avaliação.
Os autores do estudo refutaram o estereótipo do “americano religioso sexualmente frustrado”, afirmando que a participação ativa na igreja é crucial para a felicidade conjugal. “Crenças compartilhadas, compromisso, comunidade e oração regular são fundamentais para fortalecer os casamentos. A fé não apenas leva casais ao altar, mas também oferece motivos para permanecer juntos e experimentar felicidade”, concluíram os pesquisadores.
O relatório sugere que a fé e a vida familiar podem ser importantes fontes de bem-estar social, servindo como refúgios em um mundo que, muitas vezes, parece desprovido de compaixão.
Fonte: Guiame.










