Uma operação policial em Pequim resultou na prisão de oito líderes da Igreja Jiaquan, incluindo o pastor Zhou Zixun, em 4 de setembro. A ação, que mobilizou mais de 100 agentes, ocorreu enquanto a congregação se preparava para celebrar seu 20º aniversário em um hotel da capital chinesa.
A detenção foi acompanhada por um rigoroso procedimento de coleta de dados pessoais de cerca de 50 membros da igreja, que foram obrigados a fornecer informações como números de identificação, endereços e contatos telefônicos. A esposa do pastor, Cui Jinyoung, relatou que os participantes foram informados de que essas informações seriam utilizadas para futuros interrogatórios.
Os líderes da igreja enfrentam acusações de fraude, baseadas na falta de registro oficial da Igreja Jiaquan junto ao governo chinês, o que a torna ilegal. Cui Jinyoung destacou a gravidade da situação, afirmando que a maioria das igrejas independentes na China não possui registro e, portanto, estão suscetíveis a represálias. Ela alertou que se as autoridades encontrarem evidências de que a igreja recebia doações, os detidos podem ser condenados à prisão.
A Igreja Jiaquan, que conta com mais de mil membros e realiza diversas atividades, como a Escola de Música Noé, tem sido alvo recorrente do Partido Comunista Chinês, que intensifica a repressão contra igrejas não registradas. Bob Fu, fundador da China Aid, expressou preocupação com a segurança e os direitos legais dos detidos, pedindo que as autoridades esclareçam sua situação e garantam acesso a advogados independentes.
Atualmente, a China ocupa a 17ª posição na Lista Mundial da Perseguição, um estudo que analisa as restrições à liberdade religiosa em todo o mundo.
Fonte: Folha Gospel.









