O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou Jane “Cissie” Graham Lynch, neta do renomado evangelista Billy Graham, para o cargo de Embaixadora-geral para Liberdade Religiosa Internacional. A indicação foi formalmente enviada ao Senado americano na segunda-feira, 14 de agosto, conforme anunciado pela Casa Branca.
Essa posição é considerada uma das mais importantes do governo americano para a promoção da liberdade religiosa global e estava sem ocupante desde janeiro de 2025. Jane Graham Lynch é ligada à Billy Graham Evangelistic Association (BGEA) e atua desde 2010 na Samaritan’s Purse, organização humanitária cristã liderada por seu pai, Franklin Graham, onde já exerceu funções como conselheira sênior e porta-voz.
No primeiro mandato de Trump, Jane também fez parte do Conselho Consultivo Evangélico do presidente, evidenciando seu envolvimento nas questões de fé e direitos religiosos. Sua nomeação foi bem recebida pelo Religious Freedom Institute (RFI), uma entidade sem vínculos partidários com sede em Washington que defende a liberdade religiosa.
David Trimble, presidente do RFI, destacou a relevância da indicação em um momento de crescente perseguição religiosa em várias partes do mundo. “O nosso planeta enfrenta um aumento sem precedentes de perseguições religiosas”, afirmou Trimble, ressaltando a importância do embaixador na formulação da política externa dos EUA a respeito do tema.
Trimble também pediu ao Senado que conduza a confirmação de Jane Lynch de maneira ágil e eficiente. O cargo de Embaixador de Liberdade Religiosa Internacional foi criado em 1998 por meio da Lei de Liberdade Religiosa Internacional, e sua função inclui atuar como conselheiro principal em questões de liberdade religiosa fora dos Estados Unidos.
A legislação foi fortalecida em 2016 pela Lei Frank R. Wolf, que estabelece que o embaixador deve se reportar diretamente ao secretário de Estado e coordenar as políticas governamentais sobre liberdade religiosa. Entre suas responsabilidades estão a promoção da liberdade religiosa em países onde indivíduos enfrentam repressão, discriminação e violência em razão de sua crença.
O RFI mencionou países como China, Nigéria, Síria e Nicarágua como locais que demandam atenção urgente em relação à liberdade religiosa. A organização enfatiza que uma política internacional robusta não apenas protege direitos humanos fundamentais, mas também reforça a autoridade moral e a segurança nacional dos Estados Unidos.
Jane Graham Lynch, além de sua experiência com organizações cristãs, já se manifestou sobre temas como liberdade religiosa e antissemitismo. Em seu podcast, ela denunciou atos de antissemitismo em universidades americanas e expressou apoio a Israel, alinhando-se a sua perspectiva cristã. Se confirmada pelo Senado, Jane assumirá a responsabilidade de representar a política dos EUA em defesa da liberdade religiosa em nível global.
Fonte: Guiame.









