O advogado-geral da União, Jorge Messias, manifestou sua satisfação nesta quinta-feira (10) com a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que determinou o levantamento do sigilo das investigações sobre o caso Banco Master.
Messias argumentou que a medida possibilita que a sociedade tenha acesso às informações de forma plena, sem “recortes, versões ou seletividades”. Ele ressaltou que, em questões de Estado, a verdade deve ser transparente, fortalecendo as instituições republicanas. “Instituições republicanas se fortalecem às claras”, afirmou em nota.
O advogado-geral também mencionou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que anteriormente havia defendido o fim do sigilo nas investigações. “A posição do Presidente Lula deve ser valorizada, pois ele defende mais transparência e o amplo conhecimento das investigações pela sociedade brasileira”, destacou Messias.
Mais cedo, Lula havia pedido o fim do sigilo relativo ao caso Master e também às apurações sobre desvios de recursos do INSS. O presidente criticou os “vazamentos seletivos” que, segundo ele, podem ter motivações políticas e prejudicar a credibilidade das instituições. “Quando chega a época da política, as pessoas começam a fazer vazamentos seletivos que têm um viés político. Isso causa prejuízo à política e à credibilidade da instituição”, declarou em entrevista ao SBT News.
Ele acrescentou que a abertura do sigilo é necessária para que todos sejam expostos de maneira igualitária diante da sociedade, afirmando que isso ajudaria a Suprema Corte a recuperar sua credibilidade e a punir os responsáveis quando necessário.
Essa discussão sobre a transparência nas investigações reflete um momento crítico na política brasileira, onde a confiança nas instituições é frequentemente questionada.
Fonte: Gazeta Do Povo.