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Déficit das estatais federais atinge R$ 7,8 bilhões no 1º semestre e quebra recorde histórico

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O conjunto das empresas estatais federais registrou déficit de R$ 7,8 bilhões entre janeiro e junho deste ano, maior resultado negativo para um primeiro semestre desde o início da série do Banco Central, em 2002. O valor, divulgado nesta sexta-feira (31), já supera todo o rombo de 2024, que somou R$ 6,73 bilhões.

A metodologia do Banco Central desconsidera Petrobras, Eletrobras e instituições financeiras públicas, retiradas do cálculo em 2009. Estão na conta empresas como Correios, Infraero, Casa da Moeda, Serpro, Dataprev, Hemobrás, Emgepron e Emgea. O indicador mede a variação da dívida dessas companhias, critério usado em análises fiscais internacionais e diferente do adotado pelo governo, que calcula receitas e despesas sem incluir juros.

Correios concentram maior parte do prejuízo

A maior pressão sobre o resultado vem dos Correios, que fecharam 2025 com déficit de R$ 8,5 bilhões e, segundo o governo, deverão repetir prejuízo elevado em 2026. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, já enviada ao Congresso, projeta que o conjunto das estatais permanecerá no vermelho ao menos até 2030.

Para tentar estancar as perdas, a estatal de serviços postais implantou programas de demissão voluntária, revisou planos de previdência e saúde, vendeu imóveis ociosos e reajustou tarifas. Mesmo assim, recorreu a financiamento: em dezembro de 2025, contratou R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional; em fevereiro deste ano, o Conselho Monetário Nacional autorizou mais R$ 8 bilhões em novos empréstimos respaldados pela União.

Em maio, o governo permitiu que os Correios ampliem sua atuação comercial, passando a oferecer seguros, títulos de capitalização e serviços de telefonia via convênios com instituições financeiras, numa tentativa de diversificar receitas.

Com informações de Gazeta do Povo