Empresas brasileiras de diferentes setores intensificam a mudança de parte de suas operações para o Paraguai, atraídas por impostos mais baixos, encargos trabalhistas reduzidos e incentivos voltados à exportação. Entre as companhias que já confirmaram investimentos ou planos de expansão estão Havan, Lupo, JBS, além de indústrias têxteis e calçadistas.
Tributação simplificada
O governo paraguaio adota o modelo “10-10-10”, com alíquotas máximas de 10% para Imposto de Renda de pessoas físicas, de empresas e para o IVA. Para indústrias exportadoras, a Lei de Maquila estabelece um tributo único de 1% sobre o valor agregado no país e concede isenção de impostos sobre dividendos e importação de máquinas.
Encargos trabalhistas mais baixos
Apesar de o salário mínimo no Paraguai ser nominalmente superior ao brasileiro, o custo total para o empregador fica entre 25% e 35% do salário, enquanto no Brasil pode chegar a 100%. Não há recolhimento de FGTS, PIS/Pasep, contribuição ao Sistema S nem adicional de um terço sobre férias, o que reduz significativamente a folha de pagamento.
Setores que já migraram
No segmento têxtil, Lupo, Döhler e Karsten já operam em território paraguaio. Entre as calçadistas, Dass e Kidy se instalaram no país vizinho. A JBS anunciou investimento de US$ 70 milhões para retomar atividades locais, e o varejista Luciano Hang estuda abrir a primeira loja Havan na região metropolitana de Assunção.
Brasileiros buscam novas oportunidades
O número de cidadãos do Brasil que solicitam residência no Paraguai também cresceu. No primeiro semestre de 2026, 76% dos pedidos partiram de brasileiros. Investidores do país representam 60% das solicitações de residência ligadas ao setor imobiliário, motivados por estabilidade econômica, maior segurança e menor custo de vida.
Com informações de Gazeta do Povo