O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça retirou, nesta quinta-feira (30), o sigilo que cobria as investigações da Polícia Federal contra o senador e ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT-BA) no chamado Caso Master.
Os autos agora públicos incluem interceptações telefônicas entre o parlamentar e o banqueiro Augusto Ferreira Lima. Wagner tornou-se o principal alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados por Mendonça.
Segundo a PF, há indícios de que o senador teria recebido vantagens, direta ou indiretamente, por meio de familiares, pessoas próximas e empresas ligadas ao seu entorno, em conexão com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Apartamento de R$ 2,4 milhões em Salvador
Entre os elementos levantados pelos investigadores está a suspeita de que um apartamento de luxo na capital baiana, avaliado em R$ 2,4 milhões, tenha sido pago para beneficiar Wagner. A PF aponta que Augusto Ferreira Lima era o responsável por operações financeiras e pelo repasse das vantagens ao petista.
Defesa nega irregularidades
Jaques Wagner afirmou não ter cometido qualquer ilegalidade, declarou manter apenas relações institucionais com os envolvidos e ressaltou que não foi denunciado nem virou réu no processo. Seus advogados recorreram ao STF para anular a operação, alegando falhas graves na investigação e negando que o senador tenha atuado no Congresso para favorecer o Banco Master.
Com informações de Gazeta do Povo