O Patriarca maronita Elias Pedro Hoyek foi proclamado beato na noite de 25 de julho, durante celebração solene na residência de verão do patriarcado maronita em Dimane, norte do Líbano. A cerimônia marca um momento histórico para a Igreja Católica Maronita e para o país.
O rito foi presidido pelo patriarca maronita, cardeal Bechara Boutros Rai, e contou com a presença do cardeal Marcello Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, que representou o Papa Leão XIV. Entre as autoridades civis presentes estavam o presidente libanês Joseph Aoun e o primeiro-ministro Nawaf Salam.
Passo a passo da proclamação
A celebração começou com o bispo Mounir Khairallah, de Batroun, entregando a petição formal que solicitava a beatificação. Em seguida, o bispo Hanna Alwan, vigário-geral patriarcal e postulador da causa, leu a biografia oficial de Hoyek.
Logo depois, Semeraro proclamou a carta apostólica do Papa Leão XIV que inscreve o patriarca entre os beatos e estabelece 5 de junho como data anual de sua memória litúrgica. O representante papal entregou cinco cópias originais do decreto à Igreja Maronita.
Homenagens e símbolos
Um ícone oficial do novo beato foi revelado, e suas relíquias foram conduzidas em procissão com 32 velas acesas, número que corresponde aos anos em que Elias Hoyek liderou o patriarcado, de 1899 a 1931.
Na homilia, o cardeal Rai destacou que Hoyek “confiou-se inteiramente à divina providência” e viveu segundo o lema “Meu Deus, que seja feita a Vossa vontade”. O patriarca ressaltou ainda a fidelidade histórica da Igreja Maronita à Sé de Roma.
Ao final da missa, o presidente Joseph Aoun recebeu uma escultura de cedro em pedra libanesa contendo uma relíquia do novo beato. As relíquias foram então levadas em procissão entre os fiéis, encerrando a celebração.
Com informações de Gazeta do Povo