Brasília — 27.jul.2026 — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a visita oficial do chefe de Estado da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, para condenar o que chamou de “setores extremistas” que, segundo ele, ameaçam a democracia. A declaração foi feita nesta segunda-feira (27) em coletiva conjunta no Palácio do Planalto.
“Ambos soubemos defender nossas democracias frente aos ataques de setores extremistas. Seguiremos construindo um mundo regido pelo diálogo, pelo respeito entre as nações e pelo fortalecimento do multilateralismo”, afirmou o mandatário brasileiro, sem especificar a quais grupos se referia.
Trajetórias semelhantes e elogios à educação
Lula comparou sua história pessoal à de Lee, lembrando que os dois líderes ascenderam à presidência após superar condições de pobreza. “Quem conhece as dificuldades da vida aprende cedo o valor de cada oportunidade”, disse.
Acordos bilaterais
No encerramento da agenda, Brasil e Coreia do Sul assinaram cinco instrumentos de cooperação, incluindo:
- memorandos de entendimento em educação e tecnologia industrial;
- parcerias para inovação em diagnósticos e medicamentos;
- formação de grupo de trabalho para destravar o acordo Mercosul–Coreia;
- missão sanitária sul-coreana ao Brasil, considerada passo decisivo para a abertura do mercado coreano à carne brasileira.
Comércio em expansão
O comércio bilateral totalizou US$ 11 bilhões em 2025, e Lula afirmou esperar crescimento nos próximos anos, destacando setores como inovação, indústria, saúde e defesa.
Elogios ao avanço coreano
O presidente brasileiro destacou ainda a rápida transformação econômica e tecnológica sul-coreana, além do aumento da influência cultural do país no Brasil, citando o interesse por língua coreana, doramas, cinema e K-pop.
A visita de Lee Jae-myung ocorre meses após a crise política em Seul que resultou no afastamento do ex-presidente Yoon Suk Yeol, acusado de tentar decretar lei marcial.
Com informações de Gazeta do Povo