Um evangelista de 72 anos, Richard Johnson, foi absolvido pela Justiça britânica após enfrentar um processo por distribuir folhetos evangelísticos em Soho, um conhecido bairro da comunidade LGBT em Londres. O caso foi relatado pela organização Christian Concern.
Johnson foi acusado sob a Seção 4A da Lei de Ordem Pública de 1986, que proíbe comportamentos que causem assédio, alarme ou angústia. Em abril de 2025, ele distribuiu cópias do quadrinho “Doom Town”, que aborda a história bíblica de Sodoma e Gomorra, e fala sobre temas como pecado, arrependimento e salvação por meio de Jesus.
Duas pessoas se sentiram ofendidas pelo conteúdo do material e apresentaram queixas contra Johnson, levando o Serviço de Promotoria da Coroa (CPS) a dar prosseguimento ao caso. No entanto, o evangelista não se aproximou ou entregou pessoalmente os folhetos a nenhum dos reclamantes. Um deles encontrou o quadrinho em um parapeito e o outro recebeu o material de um amigo, não tendo contato direto com Johnson.
No tribunal, um dos denunciantes argumentou que Soho deveria ser um “espaço seguro” para a comunidade LGBT e que mensagens consideradas hostis não deveriam ser permitidas na área. Richard Johnson contou com a defesa do Christian Legal Centre, que luta pela liberdade religiosa.
Durante o julgamento, o evangelista se comprometeu a não utilizar mais o folheto, enfatizando que sua intenção era evangelizar, e não promover ódio. Seu advogado, Michael Phillips, defendeu que a liberdade religiosa e de expressão se aplicam em todo lugar, incluindo Soho, e que o direito penal não deve criar áreas de censura.
Em 4 de setembro de 2026, o tribunal inocentou Johnson de todas as acusações, considerando que, embora o material fosse ofensivo, sua distribuição não configurou crime. Johnson comentou sua absolvição, afirmando: “Estou feliz por estar livre. Faço isso porque realmente amo pessoas LGBT e quero que elas vão para o Céu.”
Richard Johnson, que foi abusado quando criança e viveu relacionamentos homossexuais antes de sua conversão aos 50 anos, já distribuiu mais de 100 mil folhetos evangelísticos e afirma ter levado 10 pessoas a Cristo desde 2007.
Andrea Williams, diretora do Christian Legal Centre, declarou que Johnson não deveria ter enfrentado um processo criminal por compartilhar pacificamente sua fé e ressaltou que a liberdade religiosa deve ser respeitada em todas as partes de Londres.
Fonte: Guiame.