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Durigan atribui alta dos preços a conflito no Irã e nega que gastos públicos pressionem inflação

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São Paulo, 24 de julho de 2026 – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a principal fonte da inflação em 2026 é a guerra no Irã, e não as medidas de crédito ou a expansão dos gastos federais. A declaração foi feita nesta sexta-feira (24) durante painel da Expert XP, na capital paulista.

Segundo Durigan, “há um exagero” em associar a elevação de preços às ações do governo. “Neste ano, o que faz aumentar a pressão inflacionária é a guerra do Irã. Não são as medidas do governo que estão gerando pressão inflacionária”, disse.

Meta distante da realidade fiscal

O governo projeta superávit primário de R$ 34,3 bilhões para 2026. Entretanto, em maio as contas públicas registraram déficit de R$ 53 bilhões. No mesmo mês, a dívida pública alcançou R$ 9 trilhões, expansão de R$ 234,4 bilhões.

Medidas anunciadas antes do defeso eleitoral

Às vésperas do período que restringe novos programas em ano eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou iniciativas como:

  • subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina e diesel;
  • aporte de R$ 3 bilhões ao programa Desenrola Adimplentes;
  • linha de crédito Fies Empreendedor.

Durigan ressaltou que não haverá aumento do Bolsa Família sem espaço no Orçamento. “2026 vai ser muito diferente de 2022. Este ano não tem calote em precatório, não tem calote em governador, nós não vamos aumentar o Bolsa Família sem previsão orçamentária”, afirmou, ao comparar o cenário atual ao final do governo Jair Bolsonaro (PL).

Juros em queda gradual

Nos últimos comunicados, o Comitê de Política Monetária (Copom) citou o “arrefecimento da disciplina fiscal” ao reduzir a taxa Selic. Depois de permanecer sete meses em 15% ao ano, o índice caiu para 14,75%, 14,50% e, atualmente, 14,25% ao ano.

Apesar do quadro de déficit e endividamento, Durigan defende que será possível combinar “disciplina fiscal, contenção de gastos obrigatórios e ajuste nas regras” para estabilizar a dívida pública entre 2029 e 2030.

Fim.

Com informações de Gazeta do Povo