O governo dos Estados Unidos instituiu, nesta quinta-feira (16), uma sobretaxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, afetando aproximadamente US$ 11 bilhões em vendas externas do Brasil para o mercado norte-americano.
Setores mais atingidos
As novas tarifas recaem principalmente sobre indústrias de máquinas, móveis, calçados e têxteis, segmentos que têm nos EUA o seu maior comprador. No caso de máquinas e equipamentos, o encarecimento reduz a competitividade das empresas brasileiras frente a concorrentes de outros países.
Resposta do governo brasileiro
Para conter os prejuízos, o Palácio do Planalto lançou o plano “Brasil Soberano”. A iniciativa prevê linhas especiais de crédito do BNDES a fim de fornecer capital de giro e fôlego às empresas enquanto buscam novos mercados.
Impacto parcial, segundo analistas
Especialistas avaliam que o efeito, embora bilionário, não atinge os principais motores da balança comercial. Itens como petróleo, café, carne bovina e aeronaves comerciais da Embraer ficaram fora da nova lista tarifária, pois os EUA dependem desses produtos para consumo e produção internos.
Redirecionamento de vendas
Parte das indústrias já busca reduzir a dependência do mercado norte-americano. No setor moveleiro, por exemplo, a fatia dos EUA nas exportações brasileiras encolheu quase 50% em dois anos, enquanto as vendas para países da América Latina avançam, beneficiadas pela proximidade e por custos logísticos menores.
Possível elevação adicional
Em Washington, segue aberta uma investigação sobre suposto uso de trabalho forçado em cadeias produtivas estrangeiras. Caso o procedimento resulte em nova penalidade de 12,5%, algumas mercadorias brasileiras poderão enfrentar uma alíquota combinada de até 37,5%, elevando a urgência de negociações diplomáticas entre Brasília e a Casa Branca.
Com informações de Gazeta do Povo