O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que não mantém mais contato com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A declaração foi dada durante entrevista ao Flow Podcast, exibida na noite de 16 de julho de 2026, em meio à crise familiar que se tornou pública nas últimas semanas.
“Hoje em dia não tenho relação com a Michelle. Preferi nem assistir ao vídeo para não me contaminar. Respeito muito meu pai e a esposa dele. Agora é hora de deixar as divergências de lado e focar na campanha e no Brasil”, disse o parlamentar.
Proibição de contato com Jair Bolsonaro
Flávio relatou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que o impede de conversar com o ex-presidente Jair Bolsonaro, agravou o distanciamento dentro da família. A medida foi determinada na segunda-feira anterior à entrevista e integra as restrições impostas ao ex-chefe do Executivo.
Origem do desentendimento
A tensão entre Flávio e Michelle veio à tona no fim de junho, quando a ex-primeira-dama publicou um vídeo de 27 minutos nas redes sociais relatando que teria sido “humilhada” e “maltratada” pelo enteado. Após a repercussão, o senador pediu desculpas publicamente, mas novos episódios mantiveram o clima de conflito.
Pouco depois, Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher, justificando que precisava se dedicar integralmente aos cuidados de Jair Bolsonaro e da filha.
Portas abertas para eventual campanha
Apesar do afastamento, Flávio declarou que Michelle continua convidada a participar de uma futura campanha eleitoral. “Nunca pressionei para entrar na campanha ou não entrar. Quem ficar confortável de vir agora, vem. Quem não ficar confortável, vem depois”, afirmou.
Sem citar diretamente a madrasta, o senador disse estar acostumado a contornar divergências em seus 24 anos de vida pública. “Engulo sapo pra cacete”, resumiu.
Críticas a operações policiais no Rio
Durante a entrevista, Flávio também condenou ações policiais contra aliados políticos no Rio de Janeiro, classificando-as como exageradas. Ele citou o governador Cláudio Castro (PL), o presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), e o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União), preso por porte ilegal de fuzil e pré-candidato ao Senado com Rogéria Bolsonaro, mãe do senador, como suplente.
Flávio voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação envolvendo Canella, e acusou o magistrado de tentar influenciar o processo eleitoral fluminense. “Como não tem nada contra mim, fica atirando em quem está no entorno. É claramente para desestabilizar e interferir na eleição lá”, declarou.
Para o senador, houve excesso nas decisões judiciais recentes: “É busca e apreensão, é prisão, é afastamento de governador, é tudo, cara. Nunca aconteceu isso na história do Brasil e nunca é contra a esquerda, é sempre contra pessoas que estão próximas a mim”.
Com informações de Direita Online