A Anistia Internacional do Reino Unido removeu de circulação um relatório divulgado em 8 de julho que classificava mais de uma centena de organizações cristãs, pró-vida e críticas à ideologia de gênero como parte de um “movimento antidireitos”. A decisão foi tomada após forte reação das entidades mencionadas.
Documento não passou por revisão interna
Em comunicado, a filial britânica da Anistia reconheceu que o texto, intitulado A Growing Threat: The Anti-Rights Movement in the UK, foi publicado sem cumprir os procedimentos de revisão previstos. “Lamentamos que este documento tenha sido publicado em nosso site sem passar pelos processos internos de revisão estabelecidos para garantir consistência, precisão e alinhamento com as posições da Anistia Internacional UK”, informou a organização.
Entidades cristãs contestam rótulo
Entre os grupos citados estavam Christian Institute, Christian Concern, Alliance Defending Freedom UK, Society for the Protection of Unborn Children (SPUC), Christian Medical Fellowship e Coalition for Marriage. Representantes dessas instituições disseram que o relatório buscava deslegitimar visões baseadas em convicções religiosas sobre temas como aborto, identidade de gênero, casamento e liberdade religiosa.
As organizações afetadas rejeitaram a acusação de agir contra direitos humanos e ressaltaram que defendem posições amparadas tanto pela fé cristã quanto pela legislação britânica.
Anistia reafirma compromisso com direitos de todos
A Anistia Internacional UK acrescentou que permanece “comprometida com a defesa dos direitos humanos, incluindo os direitos das mulheres e das pessoas trans” e que nenhuma comunidade deve ter “sua dignidade e seus direitos negados”.
Embora a remoção do relatório tenha sido vista como reconhecimento de falhas, alguns dos grupos citados pedem um pedido formal de desculpas e esclarecimentos sobre os critérios utilizados para incluí-los na lista.
Com informações de Folha Gospel