David Sánchez, irmão do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, foi condenado nesta terça-feira (14 de julho de 2026) a nove anos de inabilitação para o exercício de qualquer função pública. A sentença foi proferida pela Audiência Provincial de Badajoz, no oeste do país, que o considerou culpado de prevaricação administrativa.
De acordo com a agência EFE, as acusações populares pediam entre três e seis anos de prisão, enquanto o Ministério Público havia solicitado absolvição. Além de prevaricação, Sánchez respondia por tráfico de influência em razão de sua contratação pelo governo provincial de Badajoz e da posterior alteração do nome de seu cargo.
O tribunal absolveu David Sánchez e outros dez réus da acusação de tráfico de influência, mas o declarou culpado de cooperação necessária na mudança da nomenclatura do posto que ocupava. Em 2017, ele assumiu o cargo de coordenador dos conservatórios de Badajoz; em 2022, a posição passou a ser denominada chefe do Escritório de Artes Cênicas, classificação de alta direção que eliminou restrições de incompatibilidade.
Na mesma decisão, o ex-presidente do governo provincial de Badajoz Miguel Ángel Gallardo recebeu 18 anos de inabilitação por participação na contratação de David Sánchez e de seu amigo Luis Carrero.
O processo teve início em 2024, após denúncia da organização conservadora Manos Limpias, que questionou a criação de uma vaga supostamente feita sob medida para um parente do chefe do Executivo nacional.
A condenação de David Sánchez soma-se a outras investigações de corrupção envolvendo pessoas próximas ao entorno do premiê espanhol. Entre elas, estão as penas impostas em junho pelo Supremo Tribunal ao ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos (24 anos e três meses de prisão), ao ex-assessor Koldo García (19 anos) e ao empresário Víctor de Aldama (quatro anos e meio).
Também estão em curso apurações sobre supostas irregularidades na sede do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) em Madri, acusações de tráfico de influência contra Begoña Gómez, esposa do primeiro-ministro, e investigações criminais que alcançam o ex-premiê socialista José Luis Rodríguez Zapatero.
Com informações de Gazeta do Povo