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Às vésperas de decisão sobre tarifas, Lula acusa Trump de “pirataria”

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São Paulo — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar abertamente o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira (13), durante visita ao Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), na capital paulista. A declaração ocorre justamente na semana em que Washington deve anunciar se aplicará novas tarifas a produtos brasileiros.

Lula classificou como “pirataria” a proposta divulgada por Trump de controlar o Estreito de Ormuz, no Irã, cobrando uma taxa de 20% sobre todas as cargas que transitarem pela rota estratégica. “Antigamente isso se chamava pirataria. Um país importante como os Estados Unidos, que durante muito tempo combateu a pirataria, não pode agora virar pirata”, afirmou.

O petista também responsabilizou o aumento das tensões no Oriente Médio pela alta de preços de alimentos no Brasil, ao relacionar os custos de transporte influenciados pelos combustíveis. “O que está acontecendo com essa guerra? Está chegando no preço do feijão, do arroz, do tomate e da cebola aqui no Brasil”, declarou.

Lula contestou a justificativa norte-americana para o conflito com o Irã, dizendo que a acusação de um programa nuclear não comprovado repete episódios como a suspeita de armas químicas no Iraque. “O Irã não tinha arma nuclear, não tinha competência para fazer e nem ia fazer”, disse.

No mesmo discurso, o presidente defendeu a criação de uma alíquota de 12% sobre exportações de petróleo, incluindo remessas da Petrobras, alegando necessidade de proteger o mercado interno diante da instabilidade internacional. “Não é comum, normal, democrático ou civilizatório alguém aproveitar a desgraça para ganhar dinheiro às custas dela”, argumentou.

O posicionamento ocorre em um momento delicado da relação entre Brasília e Washington. A Casa Branca avalia impor tarifas adicionais a produtos brasileiros e deve anunciar a decisão até terça-feira (14), medida que pode afetar setores exportadores e aumentar a pressão sobre o governo brasileiro.

Com informações de Direita Online